Eu adoro pegar ítens em jogos. Ítens para colecionar, ítens para vender, ítens para usar, simplesmente gosto dos ítens. Mas nem sempre eu sou feliz em minhas árduas jornadas de caça a ítens para minhas coleções: se meu inventário não permitir que eu carregue esses ítens, todo o esforço foi em vão.
Pensando nos tais inventários, resolvi comentar alguns dos tipos de inventários mais comuns em jogos, e quais são suas vantagens e desvantagens.
O Inventário Gato Félix
O exemplo acima (Castlevania Aria of Sorrow) mostra o que eu estou chamando de inventário Gato Félix: um inventário que permite que o jogador adicione ítens infinitamente, sem restrições. Esse tipo de inventário é um dos mais utilizados em jogos que misturam algum gênero qualquer com o RPG ( e alguns RPGs puros também), e são ideais quando o fato de estar carregando todos os ítens possíveis não interfere no gameplay. Esse tipo de inventário não é muito interessante nas ocasiões onde os inventários citados a seguir se encaixam melhor.
Economize
Os inventários acima (Resident Evil 2 e Resident Evil 3) são inventários com um número bastante limitado de ítens para carregar. O espaço em forma de grade, contendo 8 quadrados (mas se eu bem me lembro, havia uma forma de aumentar para 10 no RE2) forçava o jogador a escolher bem que ítens carregar: armas pesadas e mais poderosas costumavam ocupar mais espaço no inventário (2 quadrados, mais a munição, que num mesmo quadrado poderia conter vários tiros, mas a munição das armas leves podia guardar mais tiros no mesmo espaço); além disso, ítens de recuperação, como ervas e sprays, apesar de gastar apenas um quadrado, não podiam ser agrupados no mesmo quadrado, e geralmente deveriam ser carregadas em grandes quantidades. Ainda era preciso guardar espaço para os ítens importantes, como chaves ou peças para quebra-cabeças, e alguns ítens menos importantes, como as fitas para salvar o jogo, que poderiam agrupar muitas em um mesmo espaço. Desta forma, o jogador deveria saber carregar somente o necessário para a sua sobrevivência no jogo, o que aumentava o clima de terror e tensão.
O inventário do Resident Evil 4 (acima) segue a mesma idéia dos anteriores, mas com algumas modificações: embora o inventário tenha aparentemente bem mais espaço, algumas armas que antigamente ocupavam apenas 2 espaços agora ocupam muito mais. Também há a opção de rotacionar os objetos para melhor organizá-los.
Cada Macaco no Seu Galho
O inventário do jogo The Legend of Zelda: Ocarina of Time não tem muito mistério: cada ítem ocupa seu espaço certo no inventário. O jogador nunca vai pegar mais ítens do que o inventário suporta, e mesmo que alguns ítens ocupem o mesmo espaço, o jogador nunca vai pegá-los ao mesmo tempo. Simples, funcional e bonito.
Para a Dor nas Costas
O inventário acima vem do jogo The Elder Scrolls IV: Oblivion. Confesso que parei de jogar esse jogo antes de entender direito o inventário, mas o que eu pretendo falar é apenas sobre a forma como ele limita os ítens que o jogador carrega: por peso. Assim como alguns outros RPGs mais modernos (Ragnarök, se não me engano), cada ítem tem seu determinado peso, e o personagem pode carregar um determinado peso total (fixo ou variável conforme os atributos do personagem). Eu particularmente acho esse tipo de inventário abominável porque se torna matemático demais ter que ficar calculando pesos. Deve ser legal pra quem trabalha em fruteiras ou lugares do tipo…
Frio
Por último, vou falar dos inventários de dois jogos da Blizzard Entertaiment que eu gosto muito: Diablo 2 Lord of Destruction e World of Warcraft.
O inventário do Diablo 2 segue um esquema parecido com o do Resident Evil, só que aqui há mais espaço, mas sem a oportunidade de rotacionar os ítens (o que às vezes seria interessante). Os ítens podem ocupar os mais diversos tamanhos na grade, e muito poucos deles podem ser agrupados em um quadrado só (gemas, poções para se arremessar, flechas e facas são os que eu lembro no momento). O interessante do inventário é que ele tem o tamanho ideal: Enquanto não se está usando nenhum Charm, ele consegue carregar uma boa quantidade de ítens. Quando se começa a usar Charms, que são ítens que dão vantagens para o jogador apenas por estarem no inventário, tem-se a contravantagem de ter cada vez menos espaço para as outras coisas, mas isso ainda mantém equilíbrio no jogo.
O inventário do World of Warcraft também segue o sistema de grades, porém nenhum ítem ocupa mais de um quadrado. O que pode acontecer é que alguns ítens podem ser agrupados em apenas um quadrado, outros não. Além disso, o jogador começa com apenas uma bolsa de 16 quadrados, e mais 4 espaços que podem ser ocupados com bolsas de tamanhos variáveis. Não preciso dizer que bolsas com menos espaço são bem mais fáceis de se encontrar…
Bom, nem preciso dizer que comentários sempre são benvindos ^^
-http://felixthecat.com/index.htm
-http://www.konami-data.com/officialsites/castlevania/
-http://www.capcom.com/ResidentEvil/
-http://www.zelda.com/universe/game/zelda/
-http://www.elderscrolls.com/games/oblivion_overview.htm
-http://www.blizzard.com/diablo2/
-http://www.worldofwarcraft.com/
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#1 by Morte on 16 de novembro de 2008 - 18:12
vo ser sincera num entendi o.o´
desculpe li tudo e boieeeeiiiiiii
XD
explica?
#2 by jls on 16 de novembro de 2008 - 21:10
Bem, sou uma leiga nesse assunto de jogos…esses termos técnicos…mas que bom q usou resident evil como exemplo!! Sou fascinada por resident !!! Não ter muito espaço tem suas vantagens: pensar e pensar (raiva ás vezes) ! Mas isso torna o jogo bem mais interessante e fazer a escolha errada pode ser fatal… ; – D por isso viva o save!!! hahaha
#3 by Aioria on 17 de novembro de 2008 - 09:20
Cara, realmente concordo contigo no sentido de que os melhores inventários são de jogos com warcraft e diablo
EU joguei durante algum tempo o Elder Scrolls Morrowind e odiava aquele negócio de poder pegar tudo q era item inutil e sempre ir sobrecarregando o char de peso (mesmo excedendo o peso da bag, ele continuava caminhando, só que BEM mais lento)
Já o estilo Zelda não me agrada nem um pouco x)
PS: gostei da comparação com a bolsa do gato Felix x)
#4 by Niikyy on 23 de novembro de 2008 - 20:45
O Gato Félix foi o precursor das maxibolsas utilizadas pela maioria das mulheres atualmente. Ele carregava de tudo na bolsa, sempre achei que esse fosse o lado feminino dele, pois, assim como qualquer mulher, ele carregava todas as quinquilharias dentro da bolsa e se ele precisasse de qualquer coisa, por mais improvavel que fosse, ele sempre tinha. oO
Mas eu prefiro os inventários estilo WoW mesmo, onde tu tem o espaço limitado e carrega apenas o necessário, pois tem espaço mais que suficiente, levando em consideração que pode-se ter mais de uma bolsa.
;*
#5 by Tássia on 14 de janeiro de 2010 - 09:19
Eu gostaria que as bags do wow fossem infinitas que nem a do Gato Félix, mas sem dúvida nenhuma eu seria mais pobre e meus itens seriam uma zona hmm :B
#6 by Vane on 14 de junho de 2010 - 10:40
Eu sempre achei o inventário do Diablo meio apertado, conforme sobe os níveis e tal. Eu sempre tinha uma “mula” pra carregar itens raros, gemas e runas (pra fazer os sockets especiais). Até que eu descobri o Shadowmaster e nunca mais precisei de mulas, porque eu salvo tudo por ali e não me estresso. É mais fácil fazer cheat com personagem, mas em minha defesa, uso apenas pra aliviar minhas mulas.
O do WOW é melhor pelo fato de poder agrupar itens que tu vai, obrigatoriamente, carregar mais do que um. Tipo itens de profissão e recuperação de vida e mana. Se tivesse isso no D2 ia ser o ouro!
Os outros jogos eu não joguei, mas é bem por aí. Prefiro inventários infinitos, porque sofro muito do “complexo de esquilo”.