Muramasa é um jogo de ação em plataforma com elementos em RPG desenvolvido pela empresa japonesa Vanillaware, para a plataforma Nintendo Wii, lançado em 2009. Um jogo visivelmente japonês, devido aos seus personagens, ambientes, trilha sonora e vozes, encanta devido aos detalhes dos gráficos 2D muito bem trabalhados e a história envolvente (mas as vezes um pouco complicada). O jogo possui dois caminhos distintos, um a ser seguido no controle do personagem Kisuke, um ninja que perdeu a memória e está sendo perseguido; e a princesa Momohime, que teve seu corpo possuído pelo demônio espadachim Jinkuro. Cada personagem segue sua história, e em alguns pontos ambas se cruzam. Dentre os diversos elementos presentes no game, resolvi destacar as seguintes características:
[+]Sistema de combate
As batalhas inciam-se aleatoriamente enquanto se caminha pelos cenários, mas não há uma mudança de ambiente. Os controles são simples, consistem apenas em dois botões principais: o de ataque e o de habilidade. No entanto, diversas combinações de ataques podem ser executadas usando o direcional do controle juntamente aos ataques. Os combos costumam se desenrolar numa grande sequência de movimentos frenéticos e velozes, o que pode resultar em uma vitória sem problemas contra os inimigos mais fáceis, mas contra os inimigos mais fortes, é necessários destreza e controle para saber qual combinação de ataques usar em cada momento. Além disso, o jogador mantém equipadas três espadas simultaneamente, de forma que poderá trocar de uma para a outra durante a batalha apenas com o apertar de um botão, e quando julgar mais necessário – as espadas podem quebrar, obrigando o jogador a escolher uma outra que não esteja quebrada até que esta se regenere, e também cada espada possui uma habilidade diferente que pode ser usada para atacar os inimigos.
[+]Árvore de espadas
Conforme o jogador avança no jogo, vão sendo acumulados pontos de Alma e Espírito, que são usados para forjar novas espadas. Porém, o jogador não pode forjar qualquer espada a qualquer momento: existe uma árvore, onde novas espadas só podem ser forjadas quando uma ou mais das espadas antecessoras foram forjadas (ou ganhadas dos chefes). A árvore de espadas ainda é divida em duas, sendo metade da árvore para cada personagem, onde inicialmente um não pode usar as espadas do outro, mas após certo ponto do jogo isso se torna possível, abrindo também novas espadas para forjar.
[+]Visual artístico
O jogo possui gráficos 2D belíssimos, muito detalhados e num estilo pintura, que chamam a atenção durante todo o tempo. Os cenários são estonteantes e as animações dos personagens são muito bem trabalhadas. O visual segue uma linha similar a outros jogos da mesma empresa, Odin Sphere e Grim Grimmoire (ambos para Playstation 2);
[-]Repetição e Lineariedade
Um ponto negativo do jogo é que tudo torna-se repetitivo depois de um tempo de jogo, pois não se faz nada além de caminhar pelos cenários e batalhar – não existem puzzles, sidequests, etc. Também é muito linear, não tendo praticamente nunca a escolha de objetivos a serem feitos no momento ou de para onde ir – a única exceção talvez são algumas cavernas espalhadas pelo jogo, onde o jogador deve lutar contra grupos enormes de inimigos e chefes para ganhar equipamentos melhores, e que são paralelos ao andamento do jogo.
Nota:
Rating: 



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